Expressão que cada vez ganha mais espaço nas organizações, as SOFT SKILLS fazem parte do vocabulário cotidiano dos envolvidos em processos seletivos.

Mas, afinal de contas, o que são as SOFT SKILLS e porquê elas são tão importantes?

Em primeiro lugar é preciso ter em mente que durante uma avaliação de perfil, os candidatos são avaliados sob duas óticas distintas e complementares: HARD SKILLS e SOFT SKILLS.

Para um entendimento básico, pode-se dizer que: HARD SKILLS (HS) são competências técnicas, de fácil mensuração, que podem ser aprendidas e ensinadas e que estão sujeitas a obsolescência.

Em contrapartida, as SOFT SKILLS (SS) são habilidades comportamentais, sociais e emocionais dos indivíduos. São atributos da personalidade que interferem nos relacionamentos no ambiente corporativo e, por consequência, na produtividade da equipe. Quantificá-las, bem como desenvolvê-las é algo trabalhoso, porém uma vez estabelecidas, as SS são um recurso perene e atemporal.

Há várias pesquisas que procuram determinar quais são as SS mais valorizadas pelo mercado. Em julho 2017, por exemplo, a revista Forbes listou as seguintes SS como as mais requisitadas:

  1. Comunicação eficaz;
  2. Pensamento criativo;
  3. Resiliência;
  4. Empatia;
  5. Liderança;
  6. Ética no trabalho.

 

No mesmo ano, em um artigo publicado em setembro pela revista Exame, o tema foi abordado, fazendo menção a um total de 18 SS. Dentre essas, merecem destaque:

A capacidade de solucionar problemas: que envolve, em vez de focar no obstáculo, um modo de pensar voltado para resolução de imprevistos.

Trabalho em equipe: saber lidar com o coletivo, sobretudo dentro de um time heterogêneo, multidisciplinar.

Mais recentemente, em 2019, o  LinkedIn publicou no relatório Global Talent Trends quais as SOFT SKILLS estão em alta segundo os usuários da plataforma. As mais citadas foram:

  • Criatividade;
  • Persuasão;
  • Colaboração;
  • Adaptabilidade;
  • Gestão do tempo.

Para melhor entendimento e apreensão destes conceitos, seguem breves definições dos mais cotados:

CRIATIVIDADE: a capacidade de olhar para o cotidiano e/ou resolver um problema de forma original. Pensar fora da caixa para fugir do lugar comum.

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO: engloba comunicação interpessoal tanto no papel de locutor como de ouvinte, aproximando-se, assim, da empatia. Fundamental para negociações, resolução de conflitos e até mesmo compreensão de linguagem não-verbal.

COLABORAÇÃO: a inteligência coletiva, que advém de uma equipe coesa, é o maior ativo de qualquer empresa. A essência desta qualidade particular está na capacidade genuína de trabalhar em equipe, numa via de duas mãos, onde há trocas e ganhos mútuos. Somente através da cooperação que uma ideia consegue tomar forma, se fortalecer enquanto produto e gerar valor econômico.

ADAPTABILIDADE: muitos recrutadores avaliam os candidatos sob a ótica da capacidade de aprender. Ter flexibilidade, resiliência e disposição para encarar o novo, entendendo que somos sujeitos em constante transformação. Neste contexto, sobrevivem os mais aptos, não os mais fortes.

GESTÃO DO TEMPO:  saber de definir prioridades, diferenciar o importante do secundário. Pressupõe também o gerenciamento do próprio tempo e do de terceiros – gestores, colegas e subordinados.

Percebe-se que estas habilidades são subjetivas e diretamente relacionadas à inteligência emocional. Desenvolvê-las, portanto, é um exercício de experimentação e vivência.

abril 23, 2020

Muito boa a explicação, já havia ouvido o termo mas não tinha entendi o conceito.
Ótimo artigo!! Será de grande valia para o meu crescimento profissional e pessoal.
Obrigado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *